Reflexão : ser dona de casa

 

Faço parte de uma geração de mulheres que foram incentivadas a buscar   o sucesso profissional , mas que não foram preparadas para administrar uma casa, cuidar da família. Convivi com colegas de trabalho que se orgulhavam de não saber pregar um botão, ferver água.

Fui a primeira geração  da minha família a cursar faculdade e a pensar primeiro em  trabalhar antes de casar. E no entanto também  aprendi com a ala feminina da família a fazer tricô, a bater um bolo e  fazer pão, a organizar e limpar a casa, ainda que com uma pontinha de constrangimento.

Durante muitos anos eu não me via como dona de casa, minha identificação era a minha formação  e ocupação profissional . Até que deixei de acreditar que ser dona de casa fosse um  trabalho menor  e passei a valorizar minhas habilidades domésticas.

Atualmente divido-me em  ser dona de casa e  profissional  part time do setor de prestação de serviço: se realizar um projeto para um cliente   é motivo de satisfação, ter preparado com carinho uma refeição para reunir a família completa minha  felicidade.

Esse post é uma reflexão incentivada pela  Blogagem Coletiva Especial Dona de Casa

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